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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Racismo é Pecado (Momento Leitura e Reflexão)



Simples Assim

sábado, 24 de agosto de 2019

Pecador: Momento Leitura e Reflexão





Simples Assim

sábado, 6 de outubro de 2018

Iniquidade x Política (Vídeo - Reflexão)


Simples Assim

sábado, 16 de dezembro de 2017

Salmo 1:1 (Momento Leitura)

                        “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.”

Salmo 1:1

domingo, 3 de dezembro de 2017

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

II Crônicas 7:14 (Momento Leitura)

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

II Crônicas 7:14

segunda-feira, 26 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Ezequiel 18:21 (Momento Leitura)

“Mas, se o ímpio se desviar de todos os pecados que cometeu e obedecer a todos os meus decretos e fizer o que é justo e direito, com certeza viverá."

Ezequiel 18:21

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Resultado Maligno (Momento Leitura e Reflexão)

Caros colaboradores, anjos caídos engajados na prática do mal, a todos os comandantes de nossas hostes malignas:

Não posso me furtar, eu, Lúcifer, de festejar os resultados obtidos por nossas equipes, de reconhecer a propriedade de nossas estratégias e projetos. Se é certo que o Nazareno já assegurou seus domínios e sua vitória, é reconfortante, pelo menos por hora, saber que temos espezinhado parte dos que se apresentam como seu povo, e trazido alguns conosco.
Nossos resultados têm sido realmente infernais! Mais ainda por notar que temos conseguido quase que abrir nossas sucursais dentro dos currais do assim chamado povo de Deus. Quantos de nossos livros conseguimos editar e colocar nas estantes dos cristãos! Quantas de nossas doutrinas logramos travestir de cristãs! Realmente infernal! Definitivamente maligno!

Não posso deixar de destacar o sucesso de nosso programa “Igrejas para a Perdição”. Nada melhor do que incutir na cabeça dos líderes de igreja, que eles têm mesmo é que pregar o que o povo quer ouvir; que seu sucesso está no número de fiéis que frequenta seu estabelecimento. Nada daquela doutrina transformadora do Nazareno! Parabéns aos nossos colaboradores, que conseguiram inchar igrejas, sem, contudo, qualquer crescimento real ou importante; muito pelo contrário, com um número até decrescente de fiéis verdadeiros. Nunca plantamos tanto joio! Temos batido recordes e mais recordes da plantação de joio! Parabéns aos que conseguiram incutir em tantas igrejas um sincretismo que seria impensável tempos atrás. Ao notar como pastores e líderes, eles mesmos, conseguem chamar a velha idolatria de ‘evangelho contemporâneo’, e ainda se emocionar com isso... Confesso que fico sem palavras... É definitivamente infernal ver algumas de nossas práticas, em curso nos púlpitos por aí afora.

Se eles querem a tal vitória, que façamos de conta que estamos por eles vencidos. Que façamos nossas micagens, e que os deixemos com um certo gosto de que conseguiram nos amarrar. Como sabemos, no dia seguinte, estamos de volta. Mal sabem eles que os verdadeiros amarrados na história não somos nós, e sim eles.

Outro programa que muito me orgulha, é o chamado “Igrejas com depósitos”. Infernal a ideia de bonificar pastores para que consigam fiéis contribuintes. Impressionante ver como eles, para atingir suas metas e ganharem seus bônus, ensinam verdadeiras barbaridades, exigindo do povo a entrega sacrificial de bens que nem sequer ainda possuem, em troca de uma suposta bênção material... Ainda bem que o título de ‘pai da mentira’, me foi dado tempos atrás. Hoje em dia eu teria dificuldades de vencer tantos desafiantes... Tiro o meu chapéu para estas mentiras deles.

E como não lembrar do nosso velho, tradicional e sempre eficaz programa “Lobos em pele de ovelha”? Que sigamos plantando o nosso joio no meio do trigo. Que sigamos colocando nossos emissários em postos-chave de alto comando de igrejas e suas denominações. Temos crescido bastante, e não é para menos! À medida que o tempo passa, as verdadeiras ovelhas leem cada vez menos suas bíblias, e é impressionante como caem nas nossas armadilhas mais elementares. É como tirar doce de crianças. E, afinal, como cada dia que passa as tais ovelhas acreditam menos em nossa existência, elas não prestam mais atenção, não vigiam, não montam guarda. Nosso caminho fica cada vez mais livre. Não desanimem, caros demônios... É certo que sem resistência nossa luta até perde um pouco da graça, mas sigam adiante. Se no passado tínhamos o desafio de ficar a espreita e usar de novas estratégias a cada dia, que não nos desanimemos ao encontrarmos portas escancaradas.

Que sigamos imitando a luz. Que sigamos fazendo de conta que nossa luz é a verdadeira. Nada melhor do que atrair bobinhos para nossa noite escura fazendo-os correr atrás de um sonho só de mentira...

Que sigamos cobrindo nossas mentiras com um pouco de verdade. Nada melhor do que disfarçar nossas artimanhas com uma roupagem toda santa. Sempre foram nossas iscas, e seguirão sendo. O anzol sempre é embrulhado com uma isca apetitosa. Que o nosso anzol jamais fique exposto, antes seja embrulhado com bons e apetitosos chamarizes.

Que sigamos fazendo-os crer que a verdadeira vida está nos rituais, nas celebrações. Que eles sigam cantando ‘seus mantras’, que nada dizem e nada produzem a não ser irritação para o “Eu Sou”. Afinal, não foi Ele mesmo que disse que as tais canções eram um barulho insuportável em seus ouvidos (o tal de ‘estrépito’) quando cantadas por gente que não vivia o que cantava? Enquanto eles pensarem que evangelho é só isso, melhor. Jamais se encontrarão com os que podem de fato transformar. Nosso trabalho seguirá, portanto, sendo feito.

E sempre o mais importante: que não nos esqueçamos de destruir as famílias. Uma família destruída é mais eficaz do que uma igreja destruída, mesmo porque duas ou três delas se encarregam de acabar sozinhas com suas igrejas. E casais mal resolvidos tornam-se pais imprestáveis. Pais imprestáveis produzem lares insuportáveis, filhos doentes, carentes, rebeldes, que não acreditam em mais nada, nem sequer em Deus. E como a vida deles sempre foi um inferno (rsrsrs... deixem que pensem que o inferno é “só isso”...), não vão pensar em se casar jamais... e daí entra nossa velha estratégia: amor livre, curtir o momento, etc. E mesmo que se casem... que asseguremos que seus lares sejam outros de nossas sucursais, não é mesmo?

Que eles continuem procurando a cura para seus problemas dentro das garrafas de uísque, depois de um cigarro bem fumado, depois de uma experiência sexual ‘além-muro’, dentro das caixas de remédios para dormir, dentro de sei lá mais o quê. Que sejamos sempre ágeis em oferecer essas nossas soluções. Quanto mais anestesiadas forem nossas vítimas, melhor. Que só voltem a si quando for tarde demais.

Que continuemos ensinando que o tal “pecado” é só um dogma medieval... Afinal, que os bobinhos continuem crendo que a verdade está com eles. Que sigam na busca de seu “eu interior”, pois assim acabam esquecendo do “Eu sou” que os transforma. A palavra de ordem é distanciá-los de Deus. Quanto mais longe estiverem dEle, mais perto estarão de nós e de nossos atrativos.

Caros colaboradores de todas as nossas hierarquias, da mais alta a mais humilde: saibam que vivemos o nosso momento. Que aproveitamos o tempo. Se é certo que nosso futuro não é lá muito brilhante, e dele não temos como escapar, que tragamos conosco o maior número de vítimas.

Não importa que o próprio Nazareno já disse que os últimos dias seriam assim mesmo, cheios de apostasia da igreja. Que não fiquemos nos lembrando que estamos soltos por pouco tempo, onde pode aparecer que só fazemos o que fazemos porque o “Eu sou” está deixando. Que tenhamos nosso foco nas vítimas, não nEle. Nossa briga não é mais com Ele. Nossa luta é com as ovelhas, com o rebanho dEle. Se não podemos com Ele, que busquemos atingir os que andam em busca dEle.

Caros colaboradores: que tenham todos um infernal novo ano, e que façamos da vida da igreja um inferno. E como temos sempre feito até hoje: sem que eles percebam!

Conto com vocês. Obrigado.
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Estejam alerta e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. (1 Pedro 5:8)

Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Efésios 6:10-18)

(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Igreja ao Gosto do Freguês (Momento Leitura e Reflexão)

       O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de "desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não frequentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros programas para atrair os "desigrejados", mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo. Os que desenvolvem esse método garantem o crescimento das igrejas que seguirem cuidadosamente suas diretrizes aprovadas. Praticamente falando, dá certo!
Duas igrejas são consideradas modelos desse movimento: Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren. Sua influência é inacreditável. Willow Creek formou sua própria associação de igrejas, com 9.500 igrejas-membros. Em 2003, 100.000 líderes de igrejas assistiram no mínimo a uma conferência para líderes realizada por Willow Creek. Acima de 250.000 pastores e líderes de mais de 125 países participaram do seminário de Rick Warren ("Uma Igreja com Propósitos"). Mais de 60 mil pastores recebem seu boletim semanal.
Visitamos Willow Creek há algum tempo. Pareceu-nos que essa igreja não poupa despesas em sua missão de atrair as massas. Depois de passar por cisnes deslizando sobre um lago cristalino, vê-se o que poderia ser confundido com a sede de uma corporação ou um shopping center de alto padrão. Ao lado do templo existe uma grande livraria e uma enorme área de alimentação completa, que oferece cinco cardápios diferentes. Uma tela panorâmica permite aos que não conseguiram lugar no santuário ou que estão na praça de alimentação assistirem aos cultos. O templo é espaçoso e moderno, equipado com três grandes telões e os mais modernos sistemas de som e iluminação para a apresentação de peças de teatro e musicais.
Sem dúvida, Willow Creek é imponente, mas não é a única megaigreja que tem como alvo alcançar os perdidos através dos mais variados métodos. Megaigrejas através dos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua frequência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de "fazer igreja".
O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodos usados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a ideia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?
Em primeiro lugar o Evangelho, e mais significativamente a pessoa de Jesus Cristo, não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos. Não podem ser modificados ou adaptados para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Por exemplo, se os perdidos são considerados consumidores, e um mandamento básico de marketing diz que o freguês sempre tem razão, então qualquer coisa que ofenda os perdidos deve ser deixada de lado, modificada ou apresentada como sem importância. A Escritura nos diz claramente que a mensagem da cruz é "loucura para os que se perdem" e que Cristo é uma "pedra de tropeço e rocha de ofensa" (1 Co 1.18 e 1 Pe 2.8).
Em segundo lugar, se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Essas mensagens frequentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas.Algumas igrejas voltadas ao consumidor procuram evitar esse aspecto negativo do Evangelho de Cristo enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do consumidor como seu principal ponto de interesse. Mesmo que essa abordagem apele para a nossa geração acostumada à gratificação imediata, ela não é o Evangelho verdadeiro nem o alvo de vida do crente em Cristo.
Essas questões podem não importar a um número cada vez maior de pastores evangélicos, mas, ironicamente, estão se tornando evidentes para alguns observadores seculares. Em seu livro The Little Church Went to Market (A Igrejinha foi ao Mercado), o pastor Gary Gilley observa que o periódico de marketing American Demographics reconhece que as pessoas estão:
...procurando espiritualidade, não a religião. Por trás dessa mudança está a procura por uma fé experimental, uma religião do coração, não da cabeça. É uma expressão de religiosidade que não dá valor à doutrina, ao dogma, e faz experiências diretamente com a divindade, seja esta chamada "Espírito Santo" ou "Consciência Cósmica" ou o "Verdadeiro Eu". É pragmática e individual, mais centrada em redução de stress do que em salvação, mais terapêutica do que teológica. Fala sobre sentir-se bem, não sobre ser bom. É centrada no corpo e na alma e não no espírito. Alguns gurus do marketing começaram a chamar esse movimento de "indústria da experiência" (pp. 20-21).
Existe outro item que muitos pastores parecem estar deixando de considerar em seu entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os não-salvos. Mesmo que os números pareçam falar mais alto nessas "igrejas ao gosto do freguês" (um número surpreendente de igrejas nos EUA (841) alcançaram a categoria de megaigreja, com 2.000 a 25.000 pessoas presentes nos finais de semana), poucos perceberam que o aumento no número de membros não se deve a um grande número de "desigrejados" juntando-se à igreja.
Durante os últimos 70 anos, a percentagem da população dos EUA que vai à igreja tem sido relativamente constante (mais ou menos 43%). Houve um crescimento, chegando a 49% em 1991 (no tempo do surgimento dessa nova modalidade de igreja), mas tal crescimento diminuiu gradualmente, retornando a 42% em 2002 (www.barna.org). De onde, então, essas megaigrejas, que têm se esforçado para acomodar pessoas que nunca se interessaram pelo Evangelho, conseguem seus membros? Na maior parte, de igrejas menores que não estão interessadas ou não têm condições financeiras de propiciar tais atrações mundanas. O que dizer das multidões de "desigrejados" que supostamente se chegaram a essas igrejas? Essas pessoas constituem uma parcela muito pequena das congregações. G.A. Pritchard estudou Willow Creek por um ano e escreveu um livro intitulado Willow Creek Seeker Services (Baker Book House, 1996). Nesse livro ele estima que os "desigrejados", que seriam o público-alvo, constituem somente 10 ou 15% dos 16.000 membros que frequentam os cultos de Willow Creek.

Se essa percentagem é típica entre igrejas "ao gosto do freguês", o que provavelmente é o caso, então a situação é bastante perturbadora. Milhares de igrejas nos EUA e em outros países se reestruturaram completamente, transformando-se em centros de atração para "desigrejados". Isso, aliás, não é bíblico. A igreja é para a maturidade e crescimento dos santos, que saem pelo mundo para alcançar os perdidos. Contudo, essas igrejas voltaram-se para o entretenimento e a conveniência na tentativa de atrair "João e Maria", fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem frequentando a "igreja ao gosto do freguês", evita-se o ensino profundo das Escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que "João e Maria" continuarem frequentando a igreja, irão assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderá trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. O que é ainda pior, os novos membros recebem uma visão psicologizada de si mesmos que deprecia essas verdades. Contudo, por pior que seja a situação, o problema não termina por aí.
A maior parte dos que frequentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam" (2 Tm 6.20). Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente.
Além do mais, não há oportunidades para os crentes crescerem na fé e tornarem-se maduros em tal ambiente. Tentando defender a "igreja ao gosto do freguês", alguns têm argumentado que os cultos durante a semana são separados para discipulado e para o estudo profundo das Escrituras. Se esse é o caso, trata-se de uma rara exceção e não da regra!
Como já notamos, a maioria dessas igrejas, no uso do seu tempo, energia e finanças tem como alvo acomodar os "desigrejados". Consequentemente, semana após semana, o total da congregação recebe uma mensagem diluída e requentada. Então, na quarta-feira, quando a congregação usualmente se reduz a um quarto ou a um terço do tamanho normal, será que esse pequeno grupo recebe alimentação sólida da Palavra de Deus, ensino expositivo e uma ênfase na sã doutrina? Dificilmente. Nunca encontramos uma "igreja ao gosto do freguês" onde isso acontecesse. As "refeições espirituais" oferecidas nos cultos durante a semana geralmente são reuniões de grupos e aulas visando o discernimento dos dons espirituais, ou o estudo de um "best-seller" psico-cristão, ao invés do estudo da Bíblia.
Talvez o aspecto mais negativo dessas igrejas seja sua tentativa de impressionar os "desigrejados" ao mencionar especialistas considerados autoridades em resolver todos os problemas mentais, emocionais e comportamentais das pessoas: psicólogos e psicanalistas. Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão. Seus milhares de conceitos e centenas de metodologias não-comprovados são contraditórios e não científicos, totalmente não-bíblicos, como já documentamos em nossos livros e artigos anteriores. Pritchard observa:
...em Willow Creek, Hybels não somente ensina princípios psicológicos, mas frequentemente usa esses mesmos princípios como guias interpretativos para sua exegese das Escrituras – o rei Davi teve uma crise de identidade, o apóstolo Paulo encorajou Timóteo a fazer análise e Pedro teve problemas em estabelecer seus limites. O ponto crítico é que princípios psicológicos são constantemente adicionados ao ensino de Hybels" (p. 156).
Durante minha visita a Willow Creek, o pastor Hybels trouxe uma mensagem que começou com as Escrituras e se referia aos problemas que surgem quando as pessoas mentem. Contudo, ele se apoiou no psiquiatra M. Scott Peck, o autor de The Road Less Travelled (Simon & Schuster, 1978) quanto às consequências desastrosas da mentira. Nesse livro, M. Scott Peck declara (pp. 269-70): "Deus quer que nos tornemos como Ele mesmo (ou Ela mesma)"!
A mensagem principal vinda das igrejas psicologicamente motivadas de Willow Creek e Saddleback é a de que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo são insuficientes para livrar uma pessoa de um pecado habitual e para transformá-la em alguém cuja vida seja cheia de fruto e agradável a Deus. Entretanto, o que essas igrejas dizem e fazem tem sido exportado para centenas de milhares de igrejas ao redor do mundo.A Saddleback Community Church está igualmente envolvida com a psicoterapia. Apesar de se dizer cristocêntrica e não centrada na psicologia, essa igreja tem um dos maiores números de centros dos Alcoólicos Anônimos e patrocina mais de uma dúzia de grupos de ajuda como "Filhos Adultos Co-dependentes de Viciados em Drogas", "Mulheres Co-viciadas Casadas com Homens Compulsivos Sexuais ou com Desordens de Alimentação" e daí por diante. Cada grupo é normalmente liderado por alguém "em recuperação" e os autores dos livros usados incluem psicólogos e psiquiatras (www.celebraterecovery.com). Apesar de negar o uso de psicologia popular, muito dela permeia o trabalho de Rick Warren, incluindo seu best-seller The Purpose Driven Life (A Vida Com Propósito), que já rendeu sete milhões de dólares. Em sua maior parte, o livro fala de satisfação pessoal, promove a celebração da recuperação e está cheio de psicoreferências, tais como "Sansão era dependente".
Grande parte da igreja evangélica desenvolveu uma mentalidade de viagem de recreio em um cruzeiro cheio de atrações, mas isso vai resultar num "Titanic espiritual". Os pastores de "igrejas ao gosto do freguês" (e aqueles que estão desejando viajar ao lado deles) precisam cair de joelhos e ler as palavras de Jesus aos membros da igreja de Laodiceia (Ap 3.14-21). Eles eram "ricos e abastados" e, no entanto, deixaram de reconhecer que aos olhos de Deus eram "infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus". Jesus, fora da porta dessas igrejas, onde O colocaram desapercebidamente, oferece Seu conselho, a verdade da Sua Palavra, o único meio que pode fazer com que suas vidas sejam vividas conforme Sua vontade. Não pode existir nada melhor aqui na terra e na Eternidade! (TBC - http://www.chamada.com.br)



Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2005.



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